Programa nuclear
Comissão sugere concluir Angra 3 e construir mais duas grandes usinas nucleares. A revisão do Programa Nuclear Brasileiro, que já está pronta e no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê o aumento de 3,7% para 5% a participação da energia nuclear no volume total de energia produzida no país. Para isso, o programa todo envolve 17 anos e vai até 2022, período em que deverão ser investidos US$ 13 bilhões.
A informação é do presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, Oldair Gonçalves e foi transmitida anteontem durante a posse do engenheiro nuclear Roberto Garcia Esteves na presidência da Indústrias Nucleares Brasileiras (INB). A empresa é responsável pela exploração e processamento do urânio usado em Angra e que o Brasil prevê exportar nos próximos anos. Ele esclareceu à Agência Brasil que o primeiro passo recomendado pela Comissão Interministerial que revisou o programa é a conclusão da usina Angra 3, projeto originalmente desenvolvido nos anos 80 e no qual foram investidos aproximadamente US$ 700 milhões.
"A comissão não só concluiu pela necessidade de construir Angra 3. Vai além e recomenda a construção paulatina de outras usinas nucleares", disse o presidente da CNEN. Em seu plano mais ambicioso o programa nuclear revisado prevê a construção de Angra 3 e de mais duas grandes usinas e outras quatro de pequeno porte, acrescentou Gonçalves.
Angra 3 está paralisada há duas décadas por falta de investimento, embora os equipamentos importados permaneçam armazenados. Gonçalves disseque há possibilidade de que o novo programa seja aprovado ainda em 2005, pois é considerado estratégico para o país.
O reinício das obras de Angra 3, que necessitaria de investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões foi motivo de divergências entre a então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, e o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. A ministra era contrária à obra e acabou deixando o MME para a assumir a Casa Civil no lugar de Dirceu que era favorável à conclusão de Angra 3, mas teve de se afastar do Governo devido à crise do mensalão.
Fonte: Gazeta Mercantil
A informação é do presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, Oldair Gonçalves e foi transmitida anteontem durante a posse do engenheiro nuclear Roberto Garcia Esteves na presidência da Indústrias Nucleares Brasileiras (INB). A empresa é responsável pela exploração e processamento do urânio usado em Angra e que o Brasil prevê exportar nos próximos anos. Ele esclareceu à Agência Brasil que o primeiro passo recomendado pela Comissão Interministerial que revisou o programa é a conclusão da usina Angra 3, projeto originalmente desenvolvido nos anos 80 e no qual foram investidos aproximadamente US$ 700 milhões.
"A comissão não só concluiu pela necessidade de construir Angra 3. Vai além e recomenda a construção paulatina de outras usinas nucleares", disse o presidente da CNEN. Em seu plano mais ambicioso o programa nuclear revisado prevê a construção de Angra 3 e de mais duas grandes usinas e outras quatro de pequeno porte, acrescentou Gonçalves.
Angra 3 está paralisada há duas décadas por falta de investimento, embora os equipamentos importados permaneçam armazenados. Gonçalves disseque há possibilidade de que o novo programa seja aprovado ainda em 2005, pois é considerado estratégico para o país.
O reinício das obras de Angra 3, que necessitaria de investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões foi motivo de divergências entre a então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, e o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. A ministra era contrária à obra e acabou deixando o MME para a assumir a Casa Civil no lugar de Dirceu que era favorável à conclusão de Angra 3, mas teve de se afastar do Governo devido à crise do mensalão.
Fonte: Gazeta Mercantil


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